GARAPA, novo documentário de José Padilha, estreia nos cinemas nesta sexta-feira (29/05).
Dia 29 de maio estréia nos cinemas o filme GARAPA, do diretor José Padilha. Com mais uma promissora obra cinematográfica, depois de Tropa de Elite o diretor muda o foco e aponta para a realidade do sertão brasileiro. O documentário aborda a fome no Brasil, sob o ponto de vista de três famílias cearenses que convivem com este problema.
O filme, antes do lançamento oficial, já polemiza pela maneira como Padilha aborda o tema, o que garante boas discussões em conversas por aí. Quem ainda não ouviu falar do filme, a hora é agora para ouvir e assistir também.
A Brazucah fará uma campanha virtual para disseminar o doc. e principalmente avisar quando entrará nas telonas do Brasil – muita gente deixa de assistir a filmes brasileiros por não saber exatamente a sua data de estréia nos cinemas. As universidades de São Paulo também serão “bombardeadas” com cartazes do filme…



Espero ancioso pelo filme já faz um tempo. E minah faculdade realmente precisa de uma divulgação de filmes nacionais :D
Deve ser um excelente doc. já comentei do filme numa aula de mídia e cultura… VALE A PENA CONFERIR… e a competência do Padilha como diretor é visível na telona!
Me bata uma “GARAPA”!. A fome brasileira atualizada no cinema.
Me bata uma garapa ou me faça uma garapa é uma expressão utilizada para desqualificar a alguém que nos chega com uma provocação barata; como de sarcasmo. Ramon Andrade pela internet diz tratar-se de um dito baiano que “… exprime um sentimento de um momento raivoso do tipo não me enrole, ou…”. No lugar comum desta expressão tentaremos alcançar uma critica sobre a veiculação cinematográfica do documental produzido pelo cineasta José Padilha – GARAPA. Assisti-lo nos tomou de assaltou o sentimento de raiva, misturado com constrangimento; isto pelo feito de entendermos como invasivo o olhar fotográfico aos corpos daqueles que pelas imagens projetadas nos chegou como remanescentes de aldeias indígenas; roubados legalmente no uso de terras brasileiras. Roubados e largados à própria sorte como se somente eles e mais ninguém pudessem ter participação nos roubos históricos estatais às populações indígenas e quilombolas. E, nisto da câmara invasiva, questionaríamos o porquê dela descansar a lente na nudez de uma criança do sexo masculino que (a despeito do que Padilha enfatiza na pretensão documental – a fome) parecia estar em plena forma de vitalidade física – subindo e descendo os muros do casebre. Outro sentimento foi à satisfação de pensar que a GARAPA, largamente batida pelos protagonistas do documentário pudesse significar uma desdita a soberba do diretor quando reduz toda a existência dos figurantes ao seu estomago. O Diretor afirma seu discurso imagético GARAPA no arauto da descoberta da fome no Brasil – Josué de Castro. Indagaríamos: existe alguma leitura critica da produção acadêmica à fome castreana? como descobriu e inventou a fome brasileira?